COMPROMISSO MERCK SHARP & DOHME COM A COMUNIDADE E O MEIO AMBIENTE PDF Imprimir E-mail

COMPROMISSO MERCK SHARP & DOHME COM A COMUNIDADE E O MEIO AMBIENTE


 

Organização

Merck Sharp & Dohme

Profissional Responsável

Silvana Maria Nader

Assessoria Externa

Mendes & Nader Comunicação Corporativa

Ano da Premiação

2000



O compromisso da Merck Sharp & Dohme é proporcionar a sociedade vacinas e medicamentos necessários para salvar vidas. A empresa tem uma fundação que agrega tudo que faz – dos produtos que descobre e desenvolve em seus laboratórios à forma como os fabrica em todo o mundo.

A Merck Sharp & Dohme tem como princípio o comprometimento com a sociedade, complementando o apoio à programas assistências e organizações que mantêm o compromisso de tornar o mundo em que vivemos e trabalhamos um lugar melhor. Estes programas estão ajudando a ampliar o conhecimento da ciência, melhorando a vida nas comunidades onde a empresa atua e protegendo o meio ambiente para as futuras gerações. Em todo o mundo, a empresa doa seus produtos a pessoas necessitadas e contribui para a resolução de alguns dos devastadores problemas de saúde da atualidade.

A companhia considera a responsabilidade de proteger o meio ambiente entre seus compromissos prioritários. Tem conseguido enfrentar um grande número de desafios ambientais, eliminando ou minimizando emissão e desperdício, conservando energia, reciclando ou reduzindo papéis e embalagens. Mas o compromisso da Merck Sharp & Dohme se estende além da questão ambiental, busca fortalecer os laços entre as comunidades onde se instala, ao redor do mundo.

OBJETIVO

O "Compromisso Merck Sharp & Dohme com a Comunidade e o Meio Ambiente" objetiva estreitar o relacionamento da empresa com a comunidade onde está inserida, difundindo e consolidando sua imagem institucional positiva e valorizando a relação desta comunidade com o Rio Atibaia, de fundamental importância para o futuro da região de Campinas.

JUSTIFICATIVA

O Rio Atibaia, vital para o abastecimento de água de inúmeras cidades da região de Campinas, é foco de um movimento iniciado em 1997 por três entidades ambientalistas – Associação dos Pescadores de Campinas e Região, Associação de Remo de Sousas e Jaguatibaia, e Associação de Proteção Ambiental.

O Atibaia e os outros rios da região de Campinas, que com ele formam a bacia dos rios Piracicaba e Capivari, recebem 200 toneladas diárias de esgoto urbano, sem nenhum tratamento, segundo estimativas feitas pela Cetesb em 1995. Campinas contribui com cerca de 20% desse esgoto, 50 toneladas diárias, ou 1.500 toneladas de esgoto não tratado por mês. O Atibaia ainda sofre com o despejo de lixo, detritos industriais, desmatamentos e assoreamentos, em suas margens.

De acordo com o engenheiro agrônomo José Carlos Perdigão, da Associação Jaguatibaia, nos últimos quatro anos a situação só piorou. "Campinas retira mais de 90% da água que consome do Atibaia e devolve menos de 5% de esgoto tratado. Caso a situação continue assim, em poucos anos o Atibaia entrará em colapso e não terá mais condições de fornecer toda a água que Campinas e região precisam. A que for fornecida irá custar muito caro, por causa da escassez e do tratamento necessário para purificá-la", alerta o ambientalista.

Entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio existe uma região montanhosa, de difícil acesso, onde se concentram cerca de 60% do que resta da vegetação nativa do município de Campinas, composta por fragmentos da Mata Atlântica. Esta região abriga inúmeras espécies vegetais e animais, muitas delas ameaçadas de extinção como o macaco bugio, o sagüi, o macaco sauá, rã de cachoeira, lontra, urubu-rei, jaguatirica e onça parda.

No passado esta área foi ocupada principalmente por fazendas de café, onde hoje ainda é encontrada a autêntica arquitetura colonial brasileira, e foi palco de uma intensa colonização italiana, da qual herdamos tradições e costumes, principalmente através de festas populares e religiosas, integradas à cultural local. No entanto, segundo Perdigão, esta região vem sofrendo uma pressão intensa de urbanização, o que a coloca em situação de "alto risco".

Há 40 anos a comunidade utilizava a água do rio para beber, praticar esportes e pesca. Hoje os peixes agonizam e a cidade corre risco de desabastecimento.

Como ação fundamental, em 1996 a Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, com a participação de entidades ambientalistas e pesquisadores de universidades locais, apresentou um "Plano de Gestão Ambiental", que propõe medidas de proteção e recuperação dos recursos naturais, regulamentando uso e ocupação da terra no que se refere a cobertura vegetal, agricultura, silvicultura e pesca, atividade de mineração, atividade de urbanização, sistema viário e de transportes, e turismo.

O Rio Atibaia foi decisivo para a instalação da Merck Sharp & Dohme, há 42 anos em Sousas, distrito de Campinas, por causa de seu manancial de águas, vital para a produção dos medicamentos.

Essa ligação com o rio e com o distrito de Sousas foi um dos fatores que levou a Merck Sharp & Dohnme a apoiar, desde 1997, o evento Reviva o Rio Atibaia, ação que está de acordo com as políticas internacionais da empresa que considera, dentre seus compromissos prioritários, a responsabilidade de proteger o meio ambiente. Em todo o mundo a Merck Sharp & Dohme está comprometida com projetos educacionais e muitos desafios ambientais, entre eles, eliminar ou minimizar a emissão de resíduos e lixo, economizar energia e reciclar ou reduzir a utilização de papéis e embalagens.

No Brasil desde 1952, a empresa emprega atualmente 797 funcionários, distribuídos entre os escritórios administrativos de São Paulo e Campinas, e outros cinco regionais nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Recife e Curitiba.

Em 1999, a empresa foi eleita pela terceira vez consecutiva uma das 50 melhores empresas para trabalhar no Brasil, pela revista Exame e, pelo segundo ano consecutivo, como uma das mais admiradas, pela revista Carta Capital.

ESTRATÉGIA

Desenvolver dois eventos, um relacionado ao meio ambiente – o Reviva o Rio Atibaia – e outro com apelo social e cultural, o Natal Iluminado. Ambos enfatizaram a profunda relação da comunidade com o rio Atibaia e a necessidade de protegê-lo e reintegrá-lo a convivência da comunidade.

REVIVA O RIO ATIBAIA

Para implementar o projeto de realização do evento Reviva o Rio Atibaia, foram desenvolvidas várias ações:

atendimento ao apelo de entidades ambientalistas que buscavam uma forma de conscientização da comunidade, com objetivo de mostrar a importância do rio para a cidade e os principais problemas de degradação que ele enfrenta;

parceira com a Associação de Remo de Sousas, Associação de Proteção Ambiental Jaguatibaia e a Associação de Pescadores de Campinas e Região para transformar a idéia em ação;

definição da praça Beira Rio, no centro do Distrito de Sousas, como o local mais adequado para a realização das atividades, em virtude da proximidade com rio e do fácil acesso da população;

criação e desenvolvimento de logomarca e peças de divulgação como outdoors, anúncios, folhetos, carta à comunidade e líderes de opinião, material educativo para crianças, faixas, banners e cartazes;

criação e desenvolvimento de atividades de conscientização da comunidade sobre a importância do rio Atibaia, com objetivo de despertar seu interesse pela preservação, bem como envolvê-la nestas atividades;

ações específicas junto às crianças, com noções de educação ambiental, para incentivar o envolvimento na causa;

realização de fóruns de debates para discutir o problema da água em Campinas e implicações da falta de uma política de preservação dos recursos naturais da cidade.

Atividades Realizadas

A edição do Reviva o Rio Atibaia ganhou amplitude em 1998. Realizado em 18 de outubro daquele ano, o evento contou com várias atividades, reunindo, segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 2.000 pessoas na praça Beira Rio em Sousas. Ambientalistas e pescadores, em suas embarcações, percorreram o rio retirando amostras do lixo para serem expostos posteriormente, em praça pública.

Foram distribuídas cerca de 1.100 mudas de plantas nativas da mata ciliar do Rio Atibaia e mais de 400 crianças participaram de uma oficina de desenhos, na qual puderam expressar, através da arte, suas impressões sobre o Rio Atibaia. As crianças também foram privilegiadas com a distribuição do gibi do personagem "Peixoto, o Guardião do Rio", que foi criado especialmente para o evento.

Paralelo a estas atividades, o Reviva o Rio Atibaia 98 contou com um fórum de debates realizado nos dias 17 e 24 de outubro, na Casa de Cultura de Sousas, que reuniu pesquisadores de universidades locais, ambientalistas e representantes da Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente de Campinas. Foi discutido o Plano de Gestão para a Área de Proteção Ambiental de Sousas e de Joaquim Egídio e apresentado um diagnóstico ambiental e social de Campinas, com as perspectivas para o século 21.

Os fóruns resultaram na elaboração de uma Carta de Apelo e Compromisso, solicitando a adoção de políticas efetivas para recupera e proteger a área ambiental da região de Campinas. As entidades também se comprometeram em empreender esforços para que avanços expressivos na proteção dos recursos naturais, do patrimônio histórico e na qualidade de vida da população fossem observados até a próxima edição do Reviva o Rio Atibaia.

A edição 99 do Reviva o Rio Atibaia teve início em julho, com a participação na tradicional Festa de Sant'Ana, o maior evento da comunidade em Sousas. As três entidades ambientalistas idealizadoras do Reviva o Rio Atibaia, em pareceria com o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, montaram um stand na praça Beira Rio durante os três dias de festa para recolher latas de alumínio.

Além de incentivar a reciclagem, a ação teve como objetivo incrementar a receita do Serviço de Saúde Cândido Ferreira com a venda do material arrecadado, aproximadamente 10.000 latas de cerveja e refrigerante. Durante o evento, os ambientalistas distribuíram adesivos do movimento e um prospecto contendo informações sobre a importância do rio Atibaia e de sua preservação.

Após o lançamento da campanha, foram desenvolvidas, no dia 7 de novembro de 1999, várias atividades concomitantes.

Barqueata da Limpeza

Diversos barcos de pescadores, remadores e ambientalistas, percorreram o rio retirando amostras do lixo encontrado no Atibaia, e o encontro das embarcações aconteceu na praça Beira Rio.

Todo o lixo recolhido, cerca de 100 sacos litros contendo uma cadeira, um escorredor de pratos, bicicletas, pneus, pára-choques de carro e tubo de televisão, foi exposto em praça pública ao lado de uma placa com informações sobre o tempo de decomposição de materiais como papel (três meses); filtro de cigarro (dois anos); chiclete (cinco anos); lata de aço (10 anos); plástico (450 anos); alumínio (500 anos) e vidro (450 anos). Posteriormente, todo o lixo foi recolhido por caminhões da Prefeitura.

Oficinas Recreativas e Educativas Sobre Reciclagem e Coleta Seletiva de Lixo.

O Reviva o Rio Atibaia, edição 1999, inovou ao criar um espaço na praça dedicado à educação ambiental das crianças por intermédio de uma série de brincadeiras. Estas puderam participar de um circuito de jogos com material reciclável e assimilar também conceitos sobre coleta seletiva, com os materiais que podem ser reciclados e seus recipientes identificados por cores: plástico (vermelho); vidro (verde), metal (amarelo) e papel (azul).

Oficina de Desenhos: Arte na Praça – O Rio Atibaia e o Meio Ambiente

Numa oficina de desenhos, a garotada "pintou e bordou" e mostrou, por meio de pinturas e colagens, suas impressões sobre a situação do meio ambiente e do Rio Atibaia.

Exposições

Fotográfica: denominada "Temporânea", a mostra resgatou um pouco da história de Sousas, nestes últimos 40 anos.

Aquário: exposição de peixes típicos do Atibaia, inclusive aqueles que, devido à poluição, não habitam mais o rio.

Escolas: as escolas e entidades de Sousas mostraram os trabalhos desenvolvidos ao longo daquele ano sobre educação e preservação do meio ambiente.

Venda de "Quitutes"

Participação de algumas entidades filiadas à Federação das Entidades Associadas de Campinas, que colocaram alimentos à venda durante o evento – a arrecadação foi aplicada nos programas de assistência desenvolvidos pelas instituições.

Participação do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira

Referência nacional de tratamento de pacientes com distúrbios psiquiátricos, a instituição adota a arte como prática terapêutica e utiliza materiais alternativos nas oficinas. No Reviva o Rio Atibaia, o hospital expôs seu processo próprio de reciclagem, mostrando que é possível transformar lixo em arte.

Distribuição de Mudas Nativas

A Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental distribuiu gratuitamente cerca de 3.000 mudas de espécies nativas da mata ciliar do Atibaia. A população era orientada, por meio de um painel, sobre como plantar e cuidar dessas mudas.

Peixoto – O Guardião do Rio

Em 1998 foi criado o gibi com o personagem "Peixoto – Guardião do Rio". Por meio de uma história divertida, procurou-se transmitir conceitos de educação ambiental às crianças: a importância da preservação do meio ambiente, cuidados com o lixo, o valor dos rios e o respeito à natureza.

Em 1999, Peixoto viveu uma nova aventura, na qual combateu o Monstro do Rio, composto por detritos jogados no Rio Atibaia. Outra novidade é que Peixoto ganhou vida. O personagem circulou na praça, para alegrar a garotada e transmitir seus ensinamentos "ao vivo".

Peixes

As entidades ambientalistas lançaram no Rio Atibaia, cerca de 5.000 peixinhos (alevinos) em mais um ato simbólico, para despertar a consciência ecológica.

Ecologia e Música

Um Coral de Crianças fez apresentações musicais com temas relacionados à natureza e ao meio ambiente, com destaque para as canções ecológicas e coral, formado por 40 crianças. Outra atração foi a Cia. da Lata, formada por 12 integrantes, entre adolescentes e crianças da periferia de Campinas que utilizam materiais alternativos como frigideira, bateria de lata e cilindros de papelão, como instrumentos musicais. A banda compõe suas próprias canções e passeia por diversos estilos: rap, soul, reggae e funk para retratar sua situação social. O evento foi finalizado com a Orquestra de Tambores, da Casa de Cultura Tainã.

Debates

O Reviva o Rio Atibaia teve como um dos focos principais um debate sobre o Plano de Gestão da Área de Proteção Ambiental de Sousas e Joaquim Egídio. A área foi criada por meio do decreto municipal e em 1996, a Prefeitura Municipal de Campinas, via Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, com a participação de ambientalistas e pesquisadores de Universidades locais, apresentou um Plano de Gestão Ambiental, com o objetivo de regulamentar o uso e ocupação da terra, tomando por base os conceitos de Desenvolvimento Sustentável. Quatro anos depois, este projeto que seria importante para preservar a área da ocupação e urbanização desenfreada, ainda não foi encaminhado para votação na Câmara Municipal.

O evento, ocorrido na manhã do sábado, dia 6 de novembro, no auditório da Merck Sharp & Dohme, em Sousas, reuniu pesquisadores (antropólogos, agrônomos e sociólogos) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), jornalistas especializados e ambientalistas de diversas entidades de Campinas, com o intuito de se criar uma comissão para acompanhar os trâmites deste processo. O debate contou também com a presença de estudantes do Curso de Ciências Sociais da PUCCAMP.

Os participantes decidiram montar uma comissão permanente para acompanhar a Regulamentação do Plano de Gestão. Ficou decidido que a comissão irá atuar inicialmente como um "observatório" diante da tramitação do Plano de Gestão junto a Prefeitura e Câmara. O primeiro passo envolve o trabalho de recuperação das informações sobre quais as alterações sofridas pela Área de Proteção Ambiental (APA) de Sousas e Joaquim Egídio nos últimos quatro anos, desde a elaboração do estudo.

NATAL ILUMINADO

Em 1998, o Natal Iluminado Merck Sharp & Dohme foi realizado nas próprias dependências da empresa, com a apresentação de quatro corais da cidade, e reuniu, em dois concertos, mais de 1.000 pessoas. Foram arrecadadas cerca de 1,1 toneladas de alimentos, beneficiando cinco instituições. Com isto, o evento, promovido num ambiente especialmente decorado para o Natal, promoveu uma atividade cultural inédita no distrito.

Para 1999, o evento teve ampliado os seus objetivos e seu alcance. Para concretizá-lo, foram adotadas as seguintes providências:

foram criadas logomarca e peças de divulgação como: outdoor, cartazes, folhetos, cartas à comunidade e líderes de opinião, faixas, banners e uma cartinha para que as crianças pudessem encaminhar seus pedidos ao Papai Noel;

a comunidade foi convidada a doar um quilo de alimento não perecível que foi destinado às entidades assistenciais de Sousas.

A fim de dar continuidade ao processo de estreitar a relação da comunidade com o rio Atibaia, o evento foi realizado na praça Beira Rio onde também acontece o Reviva o Rio Atibaia, reforçando o vínculo entre as duas ações. A praça foi inteiramente decorada com 40 mil luzes e motivos de Natal reforçando com isso o nome do evento: Natal iluminado Merck Sharp & Dohme.

Esta relação com o rio também foi ressaltada com a chegada do Papai Noel à praça de barco, vindo pelo rio, transmitindo uma mensagem de solidariedade.

O Natal Iluminado teve início justamente com a chegada do convidado muito especial que estava sendo aguardado com ansiedade. Ao som de uma trilha musical emocionante, Papai Noel surgiu de barco pelas águas do Rio Atibaia, para surpresa das crianças, que se aglomeraram no deck para vê-lo. Ele desembarcou na margem oposta, subiu em um jipe e foi levado até um quiosque na praça, para poder receber as crianças. Uma longa fila se formou. Além de conversarem com o Papai Noel, as crianças entregaram cartinhas e ganharam bolas. Foram distribuídas cerca de 1.200 unidades. Foi ainda providenciado um espaço específico para que o Papai Noel pudesse recebera as cartinhas das crianças, que receberam bolas e pirulitos.

Durante todo o evento a comunidade pôde assistir pela primeira vez um concerto de Natal com um repertório de canções natalinas interpretado por 50 vozes e 15 instrumentalistas – Meninos Cantores de Campinas, Coral Musiart de Indaiatuba e Orquestra de Câmara do conservatório Carlos Gomes, sob regência de Sérgio Akira Kavamoto, que contaram com o reforço da soprano Graziela Sanchez.

O regente Akira Kavamoto preparou o primeiro movimento de Messias, uma das mais famosas obras do compositor alemão George Frederich Händel, composto por sete músicas que fazem referência ao nascimento do Messias. "Vamos nos restringir à natividade que se encaixa perfeitamente às comemorações desta época", disse Kavamoto.

Além de trechos da obra de Händel, o programa incluiu ainda canções natalinas populares como Noite Feliz, Glória, Boas Festas, Alegria de Natal e Adeste Fidelis. O concerto durou cerca de uma hora e foi finalizado com uma queima de fogos de artifício.

FORMAS DE AVALIAÇÃO

Resultados de Imprensa.

Participação crescente da comunidade nos eventos.

Arrecadação crescente de alimentos e reconhecimento das entidades beneficiadas.

A Merck Sharp & Dohme recebe, atualmente, dezenas de solicitações de patrocínio para diversos projetos, em razão da visibilidade que obteve com este programa.

RESULTADOS ALCANÇADOS

Observe-se que, de acordo com IBGE, a população do distrito de Sousas é estimada em 12 mil habitantes.

Envolvimento da Comunidade

Público estimado do Reviva o Rio Atibaia:

1997: 400 pessoas

1998: 2.000 pessoas

1999: 3.000 pessoas

Público estimado do Natal Iluminado:

1998: mais de 1.000 pessoas

1999: mais de 4.000 pessoas, incluindo 1.200 crianças

Resultados Sociais

Foram arrecadadas 2,7 toneladas alimentos nos dois anos de realização, beneficiando as cinco principais entidades assistenciais dos distritos incluindo creches, associações de bairro e de atendimento a adolescentes carentes e hospitais psiquiátricos – o montante arrecadado supriu as necessidades destas entidades nos três primeiros meses do ano, período em que, tradicionalmente, o volume de doações da comunidade diminui muito.

Aproximação das entidades assistenciais e escolas com a comunidade pela venda de alimentos e de produtos artesanais e exposição de trabalhos relacionados ao tema do evento.

Envolvimento da comunidade na problemática social e de meio ambiente do distrito.

Participação da comunidade numa ação cultural inédita.

Ampliação da conscientização sobre a importância do rio Atibaia em função da participação da comunidade nos eventos e solicitações posteriores como a divulgação do projeto nas escolas.

Diminuição significativa da quantidade de lixo doméstico lançado diretamente no Rio Atibaia.

Dia 19 de outubro, data do primeiro evento, foi decretado como Dia do Rio Atibaia pela Câmara Municipal de Campinas.

O Reviva o Rio Atibaia ganhou em sua última edição um apelo regional com a participação de entidades ambientais das principais cidades da região de Campinas que estão no curso do rio Atibaia e com a presença de moradores de Jundiaí, Atibaia e Paulínia, que prestigiaram o Reviva o Rio Atibaia 99.

A participação de uma jovem "militante ambientalista" de 12 anos, no Reviva o Rio Atibaia em 1999, foi reconhecida pela Unesco pelo projeto Sonhadores do Milênio da Corporação McDonald’s e da Walt Disney Co.

A discussão sobre o rio mobilizou outras entidades de proteção ao meio ambiente e universidades, resultando em uma comissão em defesa da APA – Área de Proteção Ambiental de Sousas e região.

Esta comissão conseguiu que a discussão sobre esta área de proteção ambiental fosse retomada pela Câmara Municipal, pois o projeto estava "engavetado" há três anos pelo executivo municipal.

Tornou-se referência na região como uma empresa voltada à cidadania e a responsabilidade social, sendo freqüentemente convidada a apresentar este projeto de relacionamento com a comunidade em universidades, organizações relacionadas especificamente a área de Comunicação e na Fundação FEAC – Federação das Entidades Assistenciais de Campinas.

Ampla cobertura e apoio da mídia

Resultado de Imprensa

Outubro de 1997 a Setembro de 1998:

número de matérias geradas: 17;

público atingido: 1.848.837 pessoas;

centimetragem: 614 cm²;

minutagem: 1h05m29s.

Outubro de 1998 a Junho de 1999:

número de matérias geradas: 36;

público atingido: 4.316.300 pessoas;

centimetragem 1.676cm²;

minutagem: 2h57m08s.

Junho de 1999 a Abril de 2000:

número de matérias geradas: 67;

público atingido: 7.398.475 pessoas;

centimetragem: 14.779,5 cm²;

minutagem: 1h52m25s.

Resultados sob a ótica dos Ambientalistas

Para José Carlos Perdigão, da Jaguatibaia Associação de Proteção Ambiental, o Reviva o Rio Atibaia 99 foi extremamente positivo. "Campinas e região estão cada vez mais interessada na luta em defesa do Rio Atibaia. Além de conseguirmos mobilizar um grande número de pessoas, esta edição registrou avanços, principalmente na questão da APA, com a formação de uma comissão que vai fornecer regularmente informações para a comunidade sobre a tramitação do Plano de Gestão", comemora Perdigão.

O presidente da Associação de Pescadores de Campinas e Região, Manoel Higino de Freitas, atenta para o objetivo do projeto, que para ele, está sendo alcançado. "O Reviva está apresentando o Rio Atibaia para a população de Campinas e região. As pessoas estão começando a compreender sua importância", revela.

Integrantes da Associação de Remo de Sousas, que convivem semanalmente com o rio, percorrendo suas águas apontam melhorias nos três últimos anos. "Notamos uma certa diminuição de lixo doméstico como garrafas pet, e outros detritos, mas há muito ainda a ser feito. A população precisa se engajar nesta luta", diz Rubens Godoy, da entidade.

PARECER FINAL

Para ter-se constituído uma "ação pioneira e inovadora" de aproximação com a comunidade, um dos diferenciais do Programa Compromisso Merck Sharp & Dohme com a Comunidade e o Meio Ambiente foi o desafio de desenvolver, de forma pioneira e inovadora, uma ação para envolver a comunidade no Programa, dar visibilidade à empresa e, conseqüente, reforço institucional positivo. E, ao mesmo tempo, ampliar a conscientização sobre a importância da preservação de um rio fundamental para o futuro da região, além de estreitar e resgatar o relacionamento desta comunidade com o próprio rio. Os objetivos foram plenamente atingidos conforme demonstrado acima.

Os resultados também serviram de incentivo a outras empresas locais, demonstrando ser possível obter resultados institucionais positivos e o envolvimento da comunidade com um investimento acessível.

Transcrição adaptada dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná

 


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