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TRILHAS DA CULTURA – CIRCUITO BELGO


 

Organização

Fundação Belgo Mineira

Profissional Responsável

Elisane Gressi

Ano da Premiação

2002



APRESENTAÇÃO

A empresa cidadã busca transformar atitudes e valores nas comunidades de sua área de atuação para contribuir com o bem-estar social e elevar a qualidade de vida das pessoas. O Grupo Belga é parceiro e co-responsável pelo desenvolvimento das comunidades que acolhem as suas empresas.

Criada em 1988 para desenvolver projetos na área cultural, a Fundação Belgo-Mineira foi reestruturada a partir de 1999, com o propósito de ampliar sua atuação na área social, incorporando valores ligados às responsabilidade social das empresas Belgo. A Fundação tem a orientação de identificar as demandas e os ativos sociais nas comunidades de atuação do grupo e desenvolver, juntamente com os outros parceiros locais, projetos para atendê-los. O foco principal de suas ações é a criança e o adolescente, com 75% dos projetos desenvolvidos nas áreas de cultura, educação e meio ambiente.

Partindo da premissa de que a cultura é fonte permanente de progresso e criatividade e que produz conhecimentos e saberes necessários à formação da cidadania de um povo, há quase um ano e meio a Fundação Belgo leva cultura à população de 11 cidades e 24 escolas públicas, em três Estados brasileiros.

É o Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo, realizado nas comunidades e escolas dos municípios das áreas de influência do Grupo Belgo.

O projeto foi criado em 2000 para ser uma ação cultural de caráter educativo e de entretenimento permanente, cujo princípio norteador é promover o acesso gratuito às mais diversas manifestações artísticas nessas comunidades, onde também residem os empregados do Grupo Belgo e seus familiares.

O Trilhas da Cultura-Circuito Belgo investe na difusão de música, teatro, dança, artes circenses, ópera e outros meios de expressão da cultura em João Monlevade, Juiz de Fora, Sabará, Vespasiano, Itaúna, Contagem, Bom Despacho, Santos Dumont e Martinho Campos, em Minas Gerais; Piracicaba, em São Paulo; e Cariacica, no Espírito Santo. As cidades mineiras em Santos Dumont e Martinho Campos foram incluídas no Circuito em 2002.

Como benefícios indiretos, o Trilhas da Cultura agrega valor aos projetos de educação, saúde e meio ambiente desenvolvidos pela Fundação nessas mesmas comunidades, estimula a criação de parcerias para qualificar e ampliar as ações culturais e fomenta a economia local, através do consumo de bens e serviços e da geração de empregos.

Em 2002, o Projeto incorporou em sua agenda atividades culturais para as escolas beneficiadas pelo Programa Ensino de Qualidade (PEQ), da Fundação Belgo-Mineira. A programação é composta por eventos culturais específicos, concebidos para complementar as atividades do PEQ nas áreas da gestão escolar, saúde e meio ambiente. São 24 escolas públicas, municipais e estaduais atendidas pelo Programa, nos municípios de João Monlevade, Vespasiano, Contagem, Juiz de Fora, em MG; Piracicaca, em SP; e Cariacica, no ES.

O Trilhas leva para essas escolas toda a diversidade e a riqueza cultural do país, por meio de uma agenda de espetáculos e oficinas, escolhidos com a participação das próprias escolas. Além de complementar as atividades curriculares, o Projeto contribui diretamente para a promoção do lazer e qualidade de vida da comunidade escolar, construindo um espaço democrático no qual alunos e professores têm a oportunidade de reaprender e reconstruir a sua realidade através da expressão artística.

Desde que o Trilhas da Cultura foi implantado (em outubro de 200) até setembro de 2002, foram realizados 958 espetáculos, de 87 grupos diferentes. Em 2002, a programação mensal em cada localidade foi ampliada de dois para três eventos e incluídos mais dois municípios.

PÚBLICO DIRETAMENTE BENEFICIADO PELO PROJETO

Os eventos de palco e de rua, todos gratuitos, são dirigidos às comunidades, empregados do Grupo Belgo e seus familiares residentes em João Monlevade, Sabará, Juiz de Fora, Santos Dumont, Vespasiano, Itaúna, Contagem, Bom Despacho, Martinho Campos, em Minas Gerais; Cariacica, no Espírito Santo; e Piracicaba, em São Paulo; e às 24 escolas contempladas pelo Programa Ensino de Qualidade nas cidades de João Monlevade, Vespasiano, Contagem, Juiz de Fora, em MG; Piracicaba, em SP; e Cariacica, no ES.

Desde a sua criação, em outubro de 2000, o projeto já atingiu cerca de 190 mil pessoas incluindo artistas, produtores culturais e população e geral.

Beneficiados Indiretos

Os principais parceiros do projeto são instituições públicas e entidades culturais sem fins lucrativos, que disponibilizam equipes e infra-estrutura para a realização dos espetáculos. Essas parcerias beneficiam as instituições, que ganham maior credibilidade junto à comunidade, e as administrações públicas municipais, que têm sua política cultural incrementada pela ampliação e diversificação da agenda de eventos. O Projeto é ainda uma oportunidade de profissionalização das equipes locais ligadas à produção cultural.

As principais instituições parceiras do projeto são: Associação de Amigos do Teatro Vania Campos (Itaúna); Clube Social de Bom Despacho; Fundação Comunitária Educacional e Cultural de João Monlevade; Governo do Estado do Espírito Santo; Prefeituras Municipais de Bom Despacho, Contagem, Itaúna, Martinho Campos, Piracicaba, Sabará, Santos Dumont e Vespasiano; Secretaria de Estado da Cultura de MG; Teatro Pró-Música de Juiz de Fora.

Artistas das cidades envolvidas no Projeto também se beneficiam, ganhando mais oportunidades e espaços para mostrar seus trabalhos, além de experiência na sua área de atuação. O Projeto Trilhas fomenta ainda a economia dos municípios estimulando o consumo de bens e serviços e abrindo postos de trabalho. Além de gerar cerca de 300 empregos por ano para os artistas, o Trilhas gera anualmente uma média de 800 empregos temporários para as equipes de apoio.

Perfil do Público Beneficiado

O público beneficiado pelo Projeto Trilhas é amplo e diversificado. Os eventos são abertos a toda a população das cidades envolvidas, incluindo empregados do Grupo Belgo e seus familiares, bem como os alunos das escolas atendidas pelo Programa Ensino de Qualidade (PEQ). O Projeto foi estruturado para oferecer espetáculos gratuitos visando exatamente a estimular a formação de um público consumidor de arte e cultura nos municípios envolvidos no Circuito.

Quantificação de Público por Cidade

Quantificação de Eventos por Cidade

Quantificação de Eventos Realizados nas Escolas por Cidade

DESCRIÇÃO DO PROBLEMA

A implantação do Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo, em outubro de 2000 inicialmente em nove dos 11 municípios para os quais está direcionado, partiu da realização de um diagnóstico cultural envolvendo diversos segmentos da sociedade (ver item "Princípios Orientadores do Projeto e Metodologia Adotada"). O diagnóstico foi realizado em função da necessidade de conhecer o potencial cultural dos municípios onde o Grupo Belgo está presente e de identificar as possíveis formas de atuação da empresa na área.

Assim, foram obtidas informações quantitativas sobre espaços culturais (cinema, teatro, parque de exposição, biblioteca, museus, etc), finalidades desses espaços capacidade de público, infra-estrutura, horários de funcionamento, grupos culturais e projetos existentes. O diagnóstico possibilitou também o conhecimento sobre a política cultural existente nos municípios e as expectativas dos públicos em relação à atuação das Empresas Belgo nessa área.

O resultado obtido apontou, dentre outros aspectos, para uma produção cultural deficiente, aliada à falta de interesse e de presença do público e à inadequação ou inexistência de espaços para a realização de eventos culturais. Além disso, o levantamento indicou uma forte demanda por iniciativas culturais sistematizadas e de longo prazo, e que os realizadores da área enfrentam dificuldades financeiras e a falta de profissionalização. A carência de profissionais habilitados, por sua vez, impossibilita a captação (através de mecanismos como as leis de incentivo à cultura) dos recursos necessários à dinamização do setor.

A partir deste levantamento, foi elaborado um relatório com análise quantitativa e qualitativa dos resultados das pesquisas e entrevistas, com a identificação dos aspectos favoráveis e críticos a serem levados em conta no planejamento do Programa de Investimentos Culturais da Fundação Belgo. Tal planejamento foi estruturado de forma a responder não somente à política e diretrizes das empresas mas, principalmente, às necessidades e expectativas das comunidades.

Fruto de todo este processo de diagnóstico e planejamento, o Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo está orientado para oferecer não só lazer e entretenimento, por meio de espetáculos que expressem a diversidade da cultura brasileira, mas para criar possibilidades de profissionalização do setor cultural e de articulação dos artistas, fortalecendo a produção artística local.

Como parte do projeto, a Fundação Belgo-Mineira desenvolveu, junto ao público interno e externo, diversas ações voltadas a fomentar a parceria empresa/produtores culturais. Inicialmente, foram promovidos seminários de sensibilização para diretores e executivos do Grupo, com o objetivo de conscientizá-los acerca da importância do Trilhas da Cultura.

Esses seminários foram realizados com a participação de profissionais da Volkswagen e da Teleming Celular, que falaram sobre a experiência de sucesso de suas empresas na área cultural, de benefícios de incentivos fiscais, marketing cultural e melhoria das relações das empresas com as comunidades.

Foi realizado também um workshop com os Coordenadores Regionais de Cultura de cada município, com o objetivo de prepará-los para a participação no processo de implantação do projeto. Este workshop contou com a participação de especialistas em gestão e captação de recursos para projetos culturais.

Outra ação voltada à profissionalização do setor cultural que está sendo desenvolvida é o projeto "Raízes", que consiste numa série de oficinas de qualificação profissional, oferecidas desde o início de 2002 aos produtores e agentes culturais de todas as cidades que também recebem o Trilhas da Cultura.

OBJETIVOS

O principal objetivo do Trilhas da Cultura-Circuito Belgo é contribuir para ampliar os horizontes e as opções de lazer de todas as comunidades onde atua, incluindo os empregados das empresas Belgo e seus familiares. Outro objetivo importante, ligado às atividades realizadas nas escolas beneficiadas, é o de contribuir para aumentar os índices de aproveitamento dos alunos.

Assim concebido, o Projeto procura estimular o exercício da cidadania e melhorar a qualidade de vida da população, através de um roteiro cultural que privilegia diversas áreas de expressão artística, como teatro, música, dança, artes circenses etc.O Trilhas da Cultura tem ainda outros objetivos específicos.

Nas Comunidades

Proporcionar ao público o acesso gratuito a atividades artístico-culturais.

Manter em todas as cidades uma agenda cultural mensal e contínua.

Oferecer espetáculos que expressem a diversidade da cultura brasileira e desmistifiquem a idéia elitizada de consumo cultural.

Mobilizar a população local para participar dos programas e eventos culturais.

Promover o trabalho dos artistas das cidades e dos Estados articulados no Projeto, fortalecendo a sua produção.

Atuar na formação de circuitos culturais, integrando as cidades participantes..

Estabelecer em cada cidade do Circuito parcerias que venham fortalecer a base de ação e divulgação do Projeto e que contribuam para ampliar os benefícios à comunidade.

Estimular os empregados das empresas Belgo e seus familiares a participarem das atividades culturais do Projeto, bem como de outras ações culturais realizadas no município.

Nas Escolas

Tornar mais interessantes as atividades pedagógicas e o ambiente escolar.

Facilitar o aprendizado dos alunos; reforçar seus valores culturais; estimular a reflexão sobre seus papéis sociais.

Oferecer espetáculos que expressem a diversidade da cultura brasileira e abordem temas ligados a questões sociais e ambientais.

Capacitar os professores e estimulá-los a utilizar a are e todos os seus recursos lúdicos no processo educacional.

Estimular a comunidade escolar, especialmente os alunos, a participar das atividades culturais do projeto, bem como de outras ações culturais realizadas no município.

Metas Previstas e Alcançadas em 2000 e 2001

Implantar o Trilhas da Cultura-Circuito Belgo em nove cidades de atuação do Grupo.

Promover agenda cultural ininterrupta entre os meses de março e dezembro de cada ano.

Incentivar grupos artísticos locais, integrando-os ao circuito itinerante do Trilhas da Cultura.

Estabelecer, em cada cidade do circuito, parcerias que venham fortalecer a base de ação e de divulgação do projeto, contribuindo para ampliar o acesso e a participação da comunidade.

Criar formas de fomentar junto à população o hábito de freqüentar ambientes culturais.

Atingir um público de mais de 90 mil pessoas por ano.

Gerar cerca de 1.000 postos de trabalho por ano.

Metas Para 2002

Ampliar a programação de duas para três apresentação mensais em todas as cidades envolvidas no projeto (já alcançada).

Ampliar o roteiro de nove para 11 cidades (já alcançada).

Criar espaços para a inserção dos artistas das cidades e Estados articulados ao Projeto (já alcançada).

Promover uma turnê com artistas representantes de cada cidade do circuito (já alcançada).

Fortalecer a formação de circuitos culturais e integrar as cidades participantes do projeto.

Criar campanhas de "Ingresso Social", para que:

em junho, o público tenha acesso aos ingressos para os espetáculos mediante a doação de um agasalho (já alcançada);

em setembro, o público tenha acesso aos ingressos mediante a doação de um brinquedo (já alcançada);

em novembro, o público tenha acesso aos ingressos mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Buscando uma integração com Pró-Voluntário outro projeto da Fundação – o Trilhas da Cultura destinará os materiais arrecadados nesta campanha a comitês, constituídos por empregados voluntários das Empresas Belgo, que farão as doações para entidades beneficentes cadastradas.

PRINCÍPIOS ORIENTADORES DO PROJETO E METODOLOGIA ADOTADA

Partindo da premissa de que a cultura é um dos fatores de desenvolvimento humano e de crescimento social, pois estes compreendem não apenas o acesso a bens e serviços, mas também a possibilidade de adotar novos modos de ação e de escolher um estilo de coexistência satisfatório, pleno e agradável, o Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo tem como princípio norteador promover o acesso das pessoas às manifestações artísticas, contribuindo para a qualidade de vida das comunidades onde o Grupo Belgo atua.

Com o objetivo de implantar uma agenda cultura capaz de efetivamente atender às demandas das localidades envolvidas, o processo de concepção e implantação do Projeto contou com uma metodologia constituída pelas seguintes ferramentas: diagnóstico cultural, planejamento participativo e avaliação processual.

Diagnostico Cultural

Pesquisa para o levantamento das características gerais, artistas e grupos, agenda de festas e eventos, demandas e equipamentos públicos ligados à arte e à cultura nos municípios atendidos. A pesquisa envolveu entrevistas com membros das comunidades locais, selecionados pela sua atuação na área a cultura: Secretários de Cultura dos municípios, produtores e animadores culturais, artistas e artesãos, diretores de centros culturais e casas de cultura. No diagnóstico das escolas, foram ouvidos representantes dos professores, coordenadores, supervisores e editores.

Planejamento Participativo

Uma vez definidas as características e demandas dos municípios, o processo de planejamento contou com mecanismos de sensibilização e envolvimento tanto dos executivos do grupo Belgo (através de seminários e workshops), quanto dos produtores culturais das localidades (que, num primeiro momento, puderam apresentar propostas e, uma vez definido o projeto a ser executado, puderam discutir a implantação com a equipe da Fundação)

Avaliação Processual

Ao longo do processo de implantação e consolidação do Projeto, foram incorporados, de forma permanente e sistematizada, os seguintes mecanismos de avaliação mensal: levantamento quantitativo (relatórios com número de eventos realizados, público presente, fotos e o retorno de mídia espontânea), e a pesquisa qualitativa (depoimentos do público presente nos eventos, questionários e entrevistas com artistas e parceiros envolvidos).

PARCEIROS ENVOLVIDOS

Para viabilizar a realização do Trilhas da Cultura, a Fundação firma parcerias com órgãos públicos e entidades privadas locais.

Relação dos Principais Parceiros Locais do Projeto

ESTRUTURA E RECURSOS HUMANOS MOBILIZADOS

Para todas as suas atividades na área da cultura, incluindo o Projeto Trilhas, a Fundação Belgo conta com uma equipe formada por um gerente, um estagiário e 22 coordenadores regionais de cultura para as diversas ações locais nas suas empresas e unidades operacionais.

As atividades do Trilhas da Cultura são executadas pela Planeta Produções, produtora de eventos culturais localizada em Ouro Preto, que conta com dois coordenadores de produção, quatro produtores, um produtor interno e um auxiliar de administração e contabilidade. A partir deste ano, foram contratados nove assistentes locais, que se capacitaram através do Projeto Raízes, para apoiar a Planeta e os Coordenadores Regionais da Fundação na operacionalização do projeto em suas cidades.

Além desta estrutura e do apoio dos parceiros para o desenvolvimento das atividades do projeto são necessários transporte, alimentação e hospedagem, o que significa contratação destes serviços, com a conseqüente geração de trabalho e renda para as comunidades. Desde outubro de 2000, mais de 1.900 empregos já foram gerados nas 11 cidades contempladas pelo Projeto.

PERSPECTIVAS

Um ano e meio após sua implantação, o Projeto Trilhas da Cultura já está consolidado nos municípios que fazem parte do Circuito. A Fundação pretende dar continuidade às ações pela ampliação de parcerias com o poder público e empresas privadas locais – o que pode resultar no aumento do número de eventos realizados, na extensão do projeto para outros municípios e no crescimento das oportunidades para os profissionais da área.

A presença do Trilhas nos municípios vem estimulando o investimento por parte dos parceiros no incremento da infra-estrutura local para a realização dos eventos.

FASES DE EXECUÇÃO DO PROJETO

O processo de concepção, planejamento e implantação do projeto envolveu cinco fases.

Diagnóstico

As propostas de trabalho foram formuladas no primeiro semestre de 2000, a partir de levantamento de agendas culturais locais e de um amplo diagnóstico cultural (vide item "Princípios Orientadores do Projeto e Metodologia Adotada"), realizado em todas as cidades atendidas.

A partir do diagnóstico, a Fundação definiu o formato base do Projeto, concebido para ir ao encontro dos anseios das comunidades dos municípios. Tendo este formato básico como parâmetro, foi feita uma seleção entre diversos projetos da produtora Planeta Produções, que está localizada em Ouro Preto (MG) e atua há cinco anos na realização de grandes eventos culturais, que já atingiram milhares de pessoas no interior de Minas.

O Trilhas da Cultura foi o projeto escolhido por ser o que mais se adequava ao escopo do projeto base da Fundação Belgo, caracterizado pela agenda cultural gratuita, diversificada e permanente, capaz de oferecer oportunidades aos artistas locais, promover a uma integração entre as cidades e dinamizar a cultura dos municípios atendidos. Também foi premissa deste projeto fazer uso dos recursos de incentivos fiscais através das Leis de Incentivo à Cultura – estadual e federal.

Adequação

Pela negociação com a Planeta Produções, o Trilhas da Cultura foi então contratado e adaptado, durante o primeiro semestre de 2000, para atender às comunidades e escolas. A partir deste momento o projeto adotou o nome de Trilhas da Cultura-Circuito Belgo.

Assim foi definida, com a participação da Planeta Produções e da Fundação Belgo-Mineira, uma grade básica de eventos, articulada ao apoio logístico dos coordenadores do projeto em cada município e a uma rede de parcerias locais.

Realização de Espetáculos Gratuitos

Desde outubro de 2000, eventos teatrais, musicais e humorísticos acontecem mensalmente nas ruas e nos teatros. Os ingressos são distribuídos gratuitamente nas bilheterias dos teatros e nas unidades da Belgo, de acordo com a capacidade do local de realização. No caso das escolas, as oficinas e os espetáculos acontecem internamente, nos pátios e auditórios.

Divulgação da Programação

Desde outubro de 2000, o Projeto é divulgado pela Fundação junto aos empregados das empresas do Grupo Belgo através dos veículos de comunicação interna como os "Quadros de Avisos", "Jornal Nota 10" (criado para divulgar as ações e os resultados dos projetos sociais da Fundação Belgo), "Revista Belgo" (veículo corporativo, distribuído para todos os empregados do grupo) e o "Balanço Social" (distribuído para empregados e público externo).

Além de contar com a divulgação espontânea dos empregados e seus familiares, o Programa é divulgado para a comunidade externa e as escolas segundo um conjunto estruturado de ações de comunicação, como palestras e entrevistas, cartazetes, filipetas, cartão-programa, lambe-lambe, assessoria de imprensa direcionada às comunidades beneficiadas.

Pelos serviços da agência BH Press Comunicação, todos os meses o seguinte trabalho é realizado:

divulgação de press-release, que leva informações à imprensa (rádios, Tvs e jornais);

produção e distribuição de notas exclusivas aos colunistas dos jornais da capital mineira, bem como matérias especiais para os seminários e para as agendas culturais dos rádios e televisões;

envio de matérias por fax e e-mail, para os veículos cadastrados das cidades contempladas pelo projeto (Itaúna, Bom Despacho, Juiz de Fora, Sabará, Vespasiano, Contagem, João Monlevade, Piracicaba, Cariacica);

contato, via telefone, com os editores de cultura dos jornais das cidades do circuito.

Veículos Envolvidos

Peças Gráficas Produzidas para a Divulgação dos Espetáculos

Aferição de Resultados

Os resultados do projeto são medidos, desde outubro de 2000, por meio de relatórios mensais que informam o número de eventos realizados, público presente, depoimentos, fotos e o retorno de mídia espontânea, e de pesquisa qualitativa continuada (ver item "Princípios Orientadores do Projeto e Metodologia Adotada").

A partir destes processos de avaliação, o Projeto passa por adequações, visando à implantação de melhorias e ao aperfeiçoamento do trabalho a cada ano.

Cronograma de Implantação Primeiro Ano (2000)

Cronograma para os Anos Seguintes

ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO

Os resultados das ações implementadas são monitorados periodicamente por intermédio de indicadores específicos.

Freqüência do público: número de ingressos distribuídos nos locais das apresentações e nas unidades da Belgo.

Entrevistas: realizada pela Planeta Produções junto ao público freqüentador dos espetáculos (pesquisa qualitativa). Esta pesquisa vem sendo realizada após os espetáculos, desde outubro de 2000.

Levantamento de Opinião: realizado pela Planeta Produções junto aos artistas e parceiros do Projeto.

Reuniões bimestrais de avaliação, com a participação da Fundação Belgo e da Planeta, envolvendo as coordenações das unidades da Belgo e de todas as instituições parcerias. Este fórum permite a todos os acompanhamentos dos resultados, definição de novas metas e perspectivas.

As informações aferidas compõem relatórios mensais produzidos pela Planeta Produções.

RESULTADOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS

O Programa constitui, atualmente, um dos principais calendários de eventos culturais do Estado de Minas Gerais, e é o principal mecanismo de movimentação cultural nas cidades onde o Grupo Belgo tem empresas.

O sucesso do Projeto pode ser percebido através do aumento do número de parceiros e do fortalecimento dessas parcerias, e também dos relatos do público, que se mostra cada vez mais interativo com os espetáculos.

Dados Quantitativos

Total de Espetáculos realizados de outubro de 2000 até setembro de 2002: 958 eventos de 87 grupos, incluindo 727 artistas.

Total de público: 191 mil pessoas (151 mil nas comunidades e 40 mil nas escolas) de outubro de 2000 até setembro de 2002.

Artistas locais beneficiados em seis municípios: o Projeto já envolve em seu circuito artistas de Cariacica, Bom Despacho, Itauna, Vespasiano, João Monlevade e Juiz de Fora.

Postos de trabalho gerados: todos os meses cerca de 100 empregos são gerados para os artistas que se apresentam no Circuito. Além disso, 80 pessoas que trabalham no suporte aos espetáculos são diretamente remuneradas através do Projeto Trilhas da Cultura. Desde o inicio do projeto, cerca de 1.900 profissionais entre artistas, técnicos, produtores e outros prestadores de serviço trabalharam no Projeto.

Regiões beneficiadas pelo Projeto, com incentivo a espetáculos culturais: Pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro (também patrocinada pela Fundação Belgo) aponta que, em Minas, as regiões administrativas mais beneficiadas foram Central, Triângulo, Mata e Rio Doce, onde se localizam as cidades do projeto Trilhas – Circuito Belgo. Em São Paulo, o incentivo já atinge a região administrativa Tietê-Paraná; no Espírito Santo, atinge toda a Grande Vitória da qual faz parte a cidade de Cariacica.

Apesar da programação do Trilhas da Cultura ser realizada nas cidades de atuação do Grupo Belgo, o apoio da Fundação Belgo-Mineira não se restringe a essas cidades ou estados. As atrações culturais que compõem a grade do Trilhas são captadas em diversas cidades, contribuindo também para seu desenvolvimento.

Projetos Culturais Patrocinados pela Fundação Belgo-Mineira

Impactos Efetivos Junto aos Participantes

Para as Empresas Belgo

Ganho de experiência e profissionalização com o desenvolvimento de projetos de marketing cultural.

Oportunidade do exercício da responsabilidade social e cidadania empresarial.

Maior envolvimento com a comunidade.

Benefícios nas suas relações institucionais e de negócios, advindos do marketing cultural.

Ganho de simpatia e adesão de parceiros nos setores público e privado.

A empresa tornou-se referência em atuação social e cultural.

Para os Parceiros

Oportunidade de exercer a responsabilidade social e otimizar políticas públicas.

Maior credibilidade junto à comunidade.

Ganho de experiência e profissionalização de equipes ligadas à produção cultural.

Maior visibilidade (ganho de imagem).

Para as Comunidades

Lazer, entretenimento e espaços de articulação sócio-cultural.

Criação e ativação de espaços físicos destinados à realização de eventos culturais.

Fortalecimento e valorização da produção cultural local.

Fomento da economia local através do consumo de bens e serviços e da geração de empregos temporários.

Formação de circuitos culturais e integração entre as cidades participantes do Projeto, através de uma agenda cultural ininterrupta entre os meses de março a dezembro.

Estímulo à prática da cidadania e à inserção social de todos.

Para as Escolas e os Alunos

Estreitamento da relação aluno/professor.

Capacitação dos professores para serem multiplicadores no uso da arte como ferramenta pedagógica.

Fomento ao aprendizado dos alunos.

Reforço aos valores culturais locais.

Complementação das atividades escolares.

Possibilidade de os alunos estabelecerem vínculos afetivos e sociais, conhecerem melhor o próprio corpo, despertarem a auto-estima, o senso crítico e exercerem a cidadania.

PROBLEMAS E DIFICULDADES DA EXPERIÊNCIA E SOLUÇÕES

Como o Projeto é viabilizado por meio de recursos próprios e incentivos fiscais, o Planejamento Anual do Projeto depende do volume de recursos disponibilizados pela mantenedora e de impostos gerados pelo Grupo Belgo. Assim, pode ocorrer de os recursos não serem suficientes para o cumprimento de todas as metas definidas para o ano.

Uma forma de contornar esse problema é fortalecer as parcerias para suprir as necessidades desses recursos, quando necessário, e mesmo para possibilitar a ampliação do programa.

Outro problema enfrentado em algumas cidades é a falta de locais fechados e infra-estrutura para a realização dos eventos. Nesses casos, o projeto é realizado em praças e ruas. A presença do Trilhas nessas cidades está contribuindo para incentivar o investimento por parte dos parceiros na construção de novos locais e melhoria dos já existentes para sediar os espetáculos.

RECURSOS INVESTIDOS

Quadro-Resumo de Recursos Incentivados e Próprios

Relação entre o total de recursos (de incentivo e próprios) destinados pela Fundação a Projetos Culturais e ao Projeto Trilhas da Cultura

Projetos Contratados para 2002

A Programação do Trilhas da Cultura-Circuito Belgo para 2002 teve início em março, incluindo mais duas cidades e ampliando a programação mensal de dois para três eventos. É prerrogativa de cada unidade da empresa ceder eventos para cidades próximas, também de influência da Belgo.

Para este ano, estão previstos 270 eventos para as comunidades, 384 apresentações nas escolas, 12 oficinas para professores e 48 oficinas para os alunos. Além dos previstos, ao longo do ano, novos eventos serão contratados para o Projeto.

Outros Recursos Disponibilizados Pela Empresa

Em conjunto, a Fundação Belgo e a Planeta implementam ações gerais para o funcionamento do projeto: negociam com parceiros e artistas envolvidos; elaboram os cronogramas; encarregam-se da produção, da divulgação e da pós-produção dos espetáculos.

A equipe da Planeta Produções é composta por sete pessoas: dois produtores, três assistentes de produção, um auxiliar de contabilidade e um auxiliar de escritório. A empresa contratou ainda nove produtores locais.

A Fundação Belgo contrata serviços de consultoria fiscal para acompanhar o cronograma de desembolso, garantir a aplicação correta dos recursos de incentivo e a prestação de contas dos projetos contratados junto à Secretaria de Estado e/ou Ministério da Cultura.

Além disso, em cada uma de suas empresas e unidades operacionais, os coordenadores de cultura operacionalizam as ações locais. O Trilhas conta também com diversas entidades parcerias que representam não só uma alternativa de qualificação e ampliação das ações culturais mas, também, novas bases de relacionamento das empresas do Grupo Belgo com as comunidades.

Recursos Humanos Voluntários

Os Coordenadores Regionais de Cultura das Empresas Belgo atuam voluntariamente. São pessoas de diversas áreas da empresa, que desenvolvem outras atividades e dedicam parte de seu tempo para realizar tarefas ligadas ao Projeto Trilhas da Cultura. As instituições parcerias também atuam voluntariamente, já que os espetáculos são todos gratuitos e não existe retorno financeiro. O ganho para todos é o enriquecimento cultural dos municípios e a melhoria da qualidade de vida.

Recursos Provenientes das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura

Os recursos destinados aos projetos que compõem a grade de eventos do Trilhas são provenientes de incentivos fiscais (80%) federal, estadual (MG) e municipal (Belo Horizonte – MG), e recursos próprios (20%). São utilizados alguns mecanismos das leis de incentivos.

Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais

São investimentos com dedução do ICMS. As empresas que apoiam projetos culturais podem investir até 3% do seu saldo devedor de ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços e Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação). 80% do valor investido no projeto cultural pela empresa apoiadora é deduzido do ICMS.

Lei Federal de Incentivo à Cultura ("Lei Rouanet")

É um incentivo com dedução de Imposto de Renda. A Lei Rouanet define que o patrocinador poderá deduzir, em sua declaração de Imposto de Renda, valores investidos em projetos culturais aprovados pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), até um teto de 4% do Imposto anual devido pela empresa.

Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

Incentivo proporcionado pela dedução de ISSQN. O incentivo fiscal oferecido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte possibilita que o recurso destinado ao patrocínio seja integralmente deduzido do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) devido pela empresa patrocinadora ao município até um teto de 20% do valor devido.

CARACTERÍSTICAS DOS MUNICÍPIOS ENVOLVIDOS NO PROJETO

Minas Gerais

João Monlevade

Ocupando uma área de 99km2, João Monlevade localiza-se a 105km de Belo Horizonte. A população, segundo a última contagem realizada pelo IBGE (2001), é de 67.482 pessoas e o índice de alfabetização da população é de 94,7%. De acordo com os dados do IBGE de 1991, quase 40% da população economicamente ativa está no setor industrial.

As principais atividades econômicas são confecção de artigos do vestuário e acessórios, fabricação de máquinas e equipamentos, artigos de borracha e plástico, produtos alimentícios e bebidas, produtos de minerais não-metálicos, produtos químicos, metalurgia básica e reciclagem.

Juiz de Fora

O município ocupa uma área de 1442km2 e localiza-se a 255km de Belo Horizonte. A população, segundo a última contagem da população, realizada pelo IBGE em 2001, é de 465.080 pessoas e a taxa de alfabetização do município é de 95,6%. A população é basicamente urbana – mais de 90%.

Os principais setores econômicos são: comércio varejista, com 5.100 empresas; serviços de alojamento e alimentação, com 885 empresas; indústria e vestuário, calçados e artefatos de tecidos, com 331 empresas; comercio atacadista, com 900 empresas (dados de 1999). O crescimento médio anual do PIB é de 4,51%.

Santos Dumont

Localiza-se a 218 km de Belo Horizonte, ocupa uma área de 639 km2 e conta com uma população de 46.997 habitantes, segundos dados IBGE, de 2001.

Entre as principais atividades econômicas destacam-se confecção de vestuários e acessórios, fabricação de celulose, papel, móveis, máquinas e equipamentos.

Vespasiano

A população de Vespasiano, segundo a última contagem da população realizada pelo IBGE (2001), é de 79.918 pessoas. Ocupa uma área de 70km2 e está localizada a 22 km de Belo Horizonte.

As principais atividades econômicas são: edição, impressão e reprodução de gravações; fabricação de equipamentos médico-hospitalares, artigos de borracha e plástico, máquinas e equipamentos, móveis, produtos alimentícios e bebidas, produtos químicos e metalurgia básica.

Sabará

Cidade histórica do século XVII, ocupa uma área de 304km2 e está localizada a 19 km de Belo Horizonte. A população, segundo o Censo de 2001, é de 118.429 habitantes. As principais atividades econômicas são: agricultura, pecuária e indústria de confecção, produtos têxteis, alimentícios e metalurgia.

Itaúna

A população de Itaúna, segundo a última contagem da população realizada pelo IBGE (2000), é de 76.862 pessoas. A cidade conta com mais de 250 indústrias, que respondem por cerca de 44% da arrecadação de ICMS no município.

Os destaques são os setores metalúrgico e têxtil, seguidos pelos de curtumes, abatedouros e mineradoras. Na pauta de exportações do município destacam-se os aços laminados, tecidos, fundidos e minérios.

Martinho Campos

Ocupando uma área de 1.063 km2, Martinho Campos está localizada a 193 km da capital mineira. Sua população é de 11.777 pessoas, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE em 2001. As principais atividades econômicas são a agricultura e a pecuária. Na agricultura destacam-se os produtos: arroz, feijão, milho, cana-de-açúcar, mandioca e frutas. Na pecuária registra-se criação de gado bovino e de suínos.

O comércio é essencialmente varejista, sendo o movimento suficiente para abastecer a população em suas necessidades básicas de consumo. No setor industrial destaca-se a produção de madeira tratada, serrada e casqueiro.

Bom Despacho

Ocupa uma área de 1212km2 e está localizada a 141 km de Belo Horizonte. A população, segundo a última contagem realizada pelo UBGE (2001), é de 40.490 pessoas. As principais atividades econômicas são: confecção de artigos de vestuário e acessórios, fabricação de artigos de borracha e plástico, móveis, produtos alimentícios e bebidas, produtos de minerais não-metálicos e produtos têxteis.

Os principais produtos agrícolas, de acordo com dados de 2000 do IBGE, são: arroz, cana-de-açúcar, café, feijão, mandioca, milho e soja.

Contagem

A cidade de Contagem está localizada a 21 km de Belo Horizonte, ocupando uma área de 195km2. A população da cidade, segundo a última contagem realizada pelo IBGE (2001), é de 548.637 pessoas. As atividades industriais são as principais fontes de arrecadação de ICMS do município.

As principais atividades econômicas são: confecção de artigos do vestuário e acessórios; edição, impressão e reprodução de gravações; fabricação de coque; refino de petróleo; fabricação e montagem de veículos automotores; fabricação de equipamentos médico-hospitalares, artigos de borracha e plástico, máquinas e equipamentos, móveis , produtos alimentícios, bebidas e produtos têxteis.

São Paulo

Piracicaba

A população de Piracicaba, segundo contagem da população realizada pelo IBGE em 2000, é de 329.158 pessoas. A cidade ocupa uma área total de 1.412,30km2 e localiza-se a 152 km da capital do Estado.

Importante pólo regional de desenvolvimento industrial e agrícola, o município de Piracicaba está situado em uma das regiões mais industrializadas e produtivas do Estado de São Paulo, onde se concentra uma população aproximada de 1,2 milhão de habitantes.

O complexo industrial da região de Piracicaba é formado por mais de 5.000 indústrias, destacando-se entre as variadas atividades os setores metalúrgico, mecânico, têxtil, alimentício e petroquímico, incluindo combustíveis.

Espírito Santo

Cariacica

Ocupa uma área de 285 km2 e está localizada a 15km de Vitória. A população, segundo a última contagem da população realizada pelo IBGE (2000), é de 324.285 pessoas.

Cariacica faz parte da Grande Vitória e sua maior fonte de desenvolvimento econômico são os setores de comércio e serviços. A cidade abriga, principalmente, empresas de transporte rodoviário de cargas e comércio atacadista. O setor industrial é representativo, sendo os gêneros alimentícios e têxtil seus principais expoentes.

Possui ainda diversa agroindústrias: de queijos artesanais, farinha de mandioca, leite de cabra, aguardente, de doces e biscoitos. O município vem desenvolvendo também o ecoturismo e agroturismo.

DEPOIMENTOS

"O Trilhas da Cultura-Circuito Belgo é de grande importância por ser um projeto pioneiro que leva os artistas para o interior. A iniciativa é prova de que a Belgo se preocupa com a cultura das comunidades onde ela atua. Nas cidades por onde passei, os teatros estavam sempre lotados. Isso mostra que existe uma carência muito grande dessas comunidades por manifestações culturais e as pessoas que vão assistir aos espetáculos recebem muito bem os artistas."

Maurício Tizumba – artista

"O Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo é ótimo, pois populariza o teatro e incentiva a cultura ao público de baixa renda."

Cristina Lopes Silva – 36 anos, secretária de Laboratório, moradora de Piracicaba

"Mais um grande encontro dentro dessas Trilhas, que são de todos nós. Estou muito feliz e no ano que vem estaremos juntos de novo."

Saulo Laranjeiras – artista

"O Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo está sendo fundamental para a idade. Contagem ainda é muito acomodada em termos culturais, mas com espetáculos desse nível a comunidade vai se inteirando e se sensibilizando culturalmente."

Maria de Fátima – Diretora de Teatro do Centro Cultural de Contagem

"Um projeto de levar diversas expressões de arte e de cultura ao grande público, aberto particularmente aos mais desprovidos de contato e de oportunidades afins, é de grande avalia como entretenimento, mas principalmente como agente democratizador e divulgador das artes e da cultura, particularmente daqueles ligados às raízes da nacionalidade e da formação do povo brasileiro. Arte é vida, que fica mais fácil de ser trilhada com a arte da música, do humor e da criatividade."

Francisco Cavalcante Vaz – Médico, morador de Juiz de Fora

"O Projeto Trilhas da Cultura-Circuito Belgo tem a importância de divulgar as novas tendências da arte (música e dança) além de estimular as pessoas a contribuírem e participarem da cultura brasileira. Além disso, vem nos ‘salvar’ da forte influência da cultura de massa representada por músicas de ritmos repetitivos e letras sem conteúdo."

Fabiano Pereira da Silva – Engenheiro de Processo de Manutenção da Belgo Mineira em João Monlevade

"Muito interessante. Minhas crianças estão adorando os espetáculos. Espero que esse trabalho continue dando a oportunidade para o público das escolas carentes, porque eles precisam."

Márcia Leandro – Doméstica, moradora de Juiz de Fora

"Esses tipos de evento são importantes para a formação das crianças, principalmente as de baixa renda, que não possuem uma boa estrutura familiar. O que a Fundação Belgo Mineira realiza é muito importante."

Matheus Silveira – 21 anos, estudante, morador de Contagem

"Gostaria de parabenizar a Fundação Belgo Mineira por esse trabalho. O nível é excelente. Acho que é um novo tempo para a cidade."

José Roberto – Funcionário da Secretaria de Cultura de Sabará

"Acho que esse tipo de iniciativa contribui para criar uma infra-estrutura melhor para que o público veja bons espetáculos, porque o artista em geral não tem condições de arcar com essa infra-estrutura. É muito bom e todo mundo sai ganhando."

Alba Valério – Artista do Mulher In Cena

"Ótimo, muito criativo e educativo. Excelente a idéia de arrecadar alimentos e brinquedos para as crianças mais necessitadas, pois é super válido dar oportunidade ao público de participar desses eventos, que tanto enriquece nossa cultura."

José Leacin – 37 anos, metalúrgico, morador em Santos Dumont

"Quando a gente apresenta um espetáculo em um teatro onde a infra-estrutura é melhor, o espetáculo tem um resultado mais positivo."

Érica – Artista do Grupo Real Fantasia

"O Projeto educa, ensina, cria outras possibilidades de lazer. Ajuda na formação cultural da criança, desperta interesse por outros temas, desperta também a criatividade. Precisamos de mais iniciativas como esta em Vespasianos."

Adriana Beatriz Cruz – Professora em Vespasiano

"Vejo com muita alegria o interesse nas indústrias em divulgar a cultura e através dela um maior intercâmbio entre os povos."

Márcio Helenio Faria – Economista, morador de Itaúna

Transcrição adaptada dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná

 


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