PONTE DO RIO GUAÍBA VIRA ESTRELA DE CINEMA PDF Imprimir E-mail

PONTE DO RIO GUAÍBA VIRA ESTRELA DE CINEMA


 

Organização

CONCEPA – Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre S.A.

Profissional Responsável

Rosélia Celene Araújo Vianna

Ano da Premiação

2002



INTRODUÇÃO

Este é um relato que amplia a questão da "administração de crise". Em Relações Públicas, as crises devem ser administradas antes mesmo de acontecerem e, evidentemente, se ocorrerem, é preciso minimizar as suas repercussões e assegurar a continuidade conceitual e mercadológica do organismo que foi afetado com o advento de uma situação emergencial.

As filmagens de "O Homem Que Copiava" sobre o vão móvel da Ponte sobre o Rio Guaíba poderia ter trazido sérios problemas para a empresa, mas como a crise foi "administrada" por um trabalho de Relações Públicas, os conflitos foram evitados e o cliente ficou surpreendido.

CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

A Concepa é um consórcio formado pelas construtoras Triunfo, de São Paulo, e SBS Engenharia e Construções, do Rio Grande do Sul. O grupo também participa de outra concessão, o Pólo Rodoviário de Pelotas – Ecosul, no RS (BR-116/BR-293/BR-392). Separadamente, a Construtora Triunfo também integra os consórcios Concer, no RJ (BR-040); Ecovale, em SC (BR-470/SC-401/SC-425), e Econorte, no Paraná (BR-369/PR-401), além de administrar empreendimentos em outras áreas.

As operações iniciaram em 4 de julho de 1997, a partir de um contrato de 20 anos. Até 2017, a Concepa estará encarregada da conservação, ampliação da capacidade de escoamento de tráfego e implantação de melhorias nos 112,3 quilômetros iniciais da rodovia BR-290, trecho compreendido entre Osório (km 0) e Eldorado do Sul (km 112,3), passando pelos municípios Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí, Cachoeirinha e Porto Alegre.

Principal rodovia de ligação das regiões Sul, Centro-Oeste, Serra e Metropolitana com o litoral norte gaúcho e também de Santa Catarina, a BR-290 denomina-se, em seus primeiros 96,6 km, Rodovia Marechal Osório. Contudo, por ter sido a primeira auto-estrada brasileira (1973), concebida para ser uma via bloqueada, isto é, sem cruzamentos, foi popularmente chamada de "Free Way". Já do km 91,8 ao 112,3, a rodovia é coincidente com a BR-116.

Também faz parte da concessão à administração e manutenção da Ponte do Guaíba, como é conhecida a obra de arte especial cujo vão central é móvel, podendo elevar-se a uma altura de 24 metros para permitir a passagem de embarcações destinadas ao Pólo Petroquímico de Triunfo e a um terminal da Petrobras, em Canoas. É a primeira das quatro pontes que compõem a Travessia Régis Bittencourt, denominação dos últimos 15,6 km da concessão.

Durante o período de veraneio, o trecho administrado pela Concepa recebe um incremento de fluxo de cerca de 50% e mantém-se a proporção de um quinto dos veículos ser composto de ônibus e caminhões, já que também é escoadouro e caminho de entrada de produtos transportados via rodoviária.

Vista Aérea Free Way (Lagoa dos Barros)

Dois segmentos do trecho, compreendido entre os km 86 e 96,6, e dali até o final da concessão, conectam as regiões mais industrializadas do RS, tendo, em decorrência disso, volume de tráfego constante durante todo o ano, podendo chegar a 60 mil veículos/dia.

Três praças de pedágio são administradas pela Concepa no trecho. Duas têm cobrança em apenas um sentido, com valor de tarifa dobrado em relação à praça cuja cobrança dá-se nos dois sentidos, conforme descrito abaixo:

P-1 (km 19) – Santo Antônio da Patrulha – unidirecional (Capital-Interior) R$ 3,40

P-2 (km 77) – Gravataí – bidirecional – R$ 1,70

P-3 (km 110) – Eldorado do Sul – unidirecional (Capital-Interior) R$ 3,40

As obras no trecho concedido à administração da Concepa foram divididas em duas etapas. Foi projetado um volume de investimentos / ano para a realização das obras, elencadas conforme sua prioridade. Contudo, alguns projetos não puderam esperar, como a restauração da Ponte do Guaíba. Prevista para 2002, foi antecipada e concluída entre novembro de 1999 e fevereiro de 2000.

Pista ampliada com pavimento em concreto

A primeira etapa desse cronograma, descrita logo abaixo, já foi concluída e exigiu investimentos da ordem de R$ 100 milhões:

recuperação estrutural, recapeamento e alargamento do pavimento;

recuperação e alargamento de pontes e viadutos (na Free Way);

restauração completa da Ponte do Guaíba, com a troca de cabos, roldanas, motores, sistema de operação e gerador de energia;

alargamento da Free Way, entre Cachoeirinha (Avenida Assis Brasil) e Porto Alegre (Avenida Castelo Branco);

recuperação estrutural e pintura das torres do vão móvel;

construção do complexo viário de Eldorado do Sul (viadutos, ciclovias, passeios e ruas laterais);

construção de passarelas.

A segunda etapa está em andamento e juntamente com obras a serem executadas nos próximos anos, demandarão mais de cerca de R$ 150 milhões:

continuação do alargamento da Free Way;

continuação da recuperação estrutural da rodovia, com a implantação de placas de concreto (whitetopping), nos trechos considerados irrecuperáveis;

construção de viaduto de acesso ao litoral, na BR-116;

alargamento de viaduto sobre a BR-116, de diversas alças e correção do traçado de alças existentes na interconexão BR-290/116;

substituição de parte da sinalização vertical lateral por sinalização vertical aérea, em pórticos;

construção de passarelas.

A Concepa conta com quatro bases operacionais (nos km 19, 53, 77 e 110) e um Centro de Controle de Operações (CCO), no km 77, que faz o monitoramento da rodovia 24 horas por dia. Sete viaturas de inspeção de tráfego, quatro guinchos de operações leves e dois guinchos de operações pesadas, além de três UTIs móveis e resgate. Denominado SOS Free Way, o sistema é dotado de transmissores de localização por satélite (GPS), de modo que o atendimento a uma ocorrência se dê sempre pelas viaturas localizadas mais proximamente do local de chamada.

Os 112 telefones de emergência (call box) possuem equipamento de identificação, indicando ao CCO a exata posição da chamada do usuário quando da comunicação de uma ocorrência. Os call boxes estão instalados em refúgios, que são locais de parada afastados do acostamento, à sua direita, cuja função é eliminar os riscos acidente que uma parada sobre a margem da rodovia expõe os motoristas. Cada refúgio tem, em média, 130m².

1ª Passarela em Porto Alegre

Por fim, quatro painéis de mensagens variáveis, controlados pelo CCO, contribuem para manter os motoristas informados sobre as condições de tráfego da rodovia, sendo que mais dois entrarão em funcionamento no próximo ano.

A prestação de serviços que garantam segurança e conforto aos clientes é a principal preocupação da Concepa, que alcança este objetivo não apenas com obras. Entendendo que, nos momentos de descanso ao longo de uma viagem, o usuário precisa ter um atendimento diferenciado, os pontos de parada previstos no contrato de concessão foram além da exigência do Ministério dos Transportes.

Casa Free Way de Gravataí

Foram construídas quatro Casas Free Way, próximas às praças de pedágio (e não nas próprias praças, como sugerido pelo poder concedente), concebidas no formato de chalés coloniais, típicos da região serrana gaúcha, de colonização italiana e alemã.

Ali, os usuários contam com água gelada e quente, erva-mate para o chimarrão, cafezinho, fraldário completo, banheiros, Internet permanente e informações turísticas, além de um ambiente de descanso dotado de sofás e poltronas, que as fazem assemelhar-se à própria casa dos usuários. Tudo totalmente grátis.

Em Santo Antônio da Patrulha, foi implantado um serviço inédito, chamado Portal do Litoral, pelo qual o usuário pode fazer reservas em hotéis e restaurantes do litoral norte, aos quais o Portal está conectado via Internet, além de programar passeios turísticos pela orla gaúcha. Com idêntico perfil, em Eldorado do Sul funciona o Portal da Capital, voltado a atender os usuários que chegam a Porto Alegre. Igualmente gratuitos.

Por ser a Concepa prestadora de serviço público, faz-se necessário haver uma estreita ligação entre os usuários e a empresa, de modo a buscar-se a identificação de problemas visando o aprimoramento constante. O meio que possibilita esta proximidade é a Ouvidoria, área que coordena o Serviço de Orientação ao Usuário (SOU). A ela cabe encaminhar, às áreas decisórias da concessionária, as reclamações, sugestões e pedidos de ressarcimento, num evidente respeito aos direitos dos clientes.

Mais de 90% das questões são resolvidas pela Ouvidoria sem a necessidade de ações judiciais. Em cada praça de pedágio, nas Casas Free Way e viaturas de inspeção de tráfego (VITs), funcionários foram treinados para atender os usuários, informando-os sobre seus direitos, assim como recebendo, através de formulário próprio, suas demandas. Esses formulários estão disponíveis em todas as cabines de pedágio das três praças, assim como nas Casas e VITs, que são referências de recebimento dos mesmos. O acesso à Ouvidoria também é possível através do site da Concepa, telefone e e-mail.

Entre os meses de dezembro e março ocorre um grande incremento no volume de tráfego e sensível modificação no perfil dos usuários – a Free Way recebe intenso fluxo de turistas. Nesse período, cessam as obras para melhorar o fluxo e aumentar a segurança e reforça-se toda a estrutura de atendimento, dobrando o número de funcionários e frota de veículos. A mudança do foco é caracterizada por um evento denominado Estação Verão Free Way, quando diversas ações e promoções criam alternativas de lazer e entretenimento aos usuários.

Campanha de educação para o trânsito

A rodovia, assim, deixa de ser exclusivamente um caminho e passa a fazer parte do passeio. Para isso, foi criada uma pista de eventos junto à Casa Free Way de Gravataí (km 77,8), onde se concentram as principais atrações do período, como inspeção mecânica, exames de saúde, exposição de automóveis de competição, ações de responsabilidade social, escolinhas de trânsito, palestras sobre prevenção de doenças.

O PROJETO

Nos primeiros dias de setembro de 2001, a Concessionária foi procurada pela equipe da Casa de Cinema para tratar de filmagens sobre o vão móvel da ponte sobre o Rio Guaíba. O filme era "O Homem que Copiava". Com roteiro e direção de Jorge Furtado, foi filmado de 24 de setembro a 10 de novembro de 2001 em Porto Alegre. O filme tem no elenco os atores Lázaro Ramos, Luana Piovani, Leandra Leal e Pedro Cardoso e será produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre em parceria com a Columbia Pictures.

Cartaz promocional do filme

Nos anos 70 o cantor e ator gaúcho Teixeirinha (Vitor Mateus Teixeira) gravou um de seus filmes utilizando a ponte como cenário para um salto no Rio Guaíba. O volume de tráfego no Estado, então, era infinitamente menor, pois o grande êxodo rural só se concretizaria no final daquela década.

A proposta de interromper o tráfego na ponte, atualmente, por uma hora para a execução das cenas causou rejeição imediata no grupo de engenheiros que gerenciam a empresa. Como trancar o fluxo de milhares de gaúchos, que se locomovem diariamente através da única ligação entre as regiões norte e sul do Estado, somente para filmar "uma" cena? Impensável.

Entretanto, com a insistência dos produtores, a direção da empresa começou a perceber a importância cultural do projeto. E apesar dos riscos serem altos, foi pensando também no lucro de imagem para a rodovia que o Diretor-Presidente, juntamente com o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – órgão fiscalizador na época, aprovou a participação da Concessionária.

Iniciou-se, então, uma série de reuniões entre as áreas de Engenharia, Operações, Segurança e Comunicação para o planejamento do evento, acompanhadas de perto pela produção do filme.

OBJETIVOS

O objetivo geral do Projeto foi o de prestar todo o apoio à equipe de filmagens, preservando a segurança e o conforto do usuário da rodovia. Como objetivos específicos elencamos:

reforçar a imagem da Ponte sobre o Rio Guaíba como ícone dos gaúchos;

apoiar a produção cultural local;

salientar o conceito de prestador de serviço da Concessionária, alcançando públicos que não são clientes diretos da Rodovia;

ampliar a empatia para com a marca Concepa, extrapolando o sentido de Administradora de Rodovia.

ESTRATÉGIAS

Comunicar, comunicar, comunicar e comunicar. Esta foi a principal estratégia escolhida.

Acreditamos, na ocasião, que a partir de um sistema forte de informações e feed back com os vários setores da comunidade poderíamos evitar os possíveis conflitos e ainda angariar a boa vontade dos usuários para o evento.

A segunda estratégia adotada foi a da segurança absoluta. Não poderíamos correr o risco de algum acidente na ponte ou na rodovia em razão das filmagens ou da interrupção do trânsito.

Como inovação planejamos usar o entretenimento e a diversão como estratégia, já que interromperíamos o tráfego por motivos culturais. Tínhamos em mente, também, o orgulho do público em contribuir para uma produção cultural local e utilizamos esse ponto a favor.

Ator Lázaro Ramos, o protagonista, em frente ao vão móvel.

A partir da determinação das estratégias, partimos para a ação, envolvendo todos os departamentos da Concessionária, a Produtora do Filme, o DNER e a Polícia Rodoviária Federal.

ATIVIDADES IMPLEMENTADAS

Preparação do Evento

Em reunião com a Casa de Cinema resolvemos assinar um documento que estabelecesse as tarefas e responsabilidades de cada instituição no desenvolvimento do trabalho. Esse "Termo de Compromisso" serviu tanto para assegurar a clareza das ações como para proteção legal das partes.

Todas as principais ferramentas de comunicação foram utilizadas pela Assessoria de Comunicação para executar a primeira estratégia. Com a coordenação de Relações Públicas, a Agência de Publicidade criou e produziu folhetos informativos virtuais e impressos, e cartazes; a Assessoria de Imprensa desenvolveu release e iniciou contato com a mídia.

Dentro do escopo de Relações Públicas, decidimos priorizar o contato um-a-um com as instituições parceiras para definirmos horários menos problemáticos para a interrupção do trânsito. Para tanto fizemos reuniões com Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre – EPTC, Associação Rio-Grandense de Transportadores de Passageiros – RTI, Associação de Transportadores Metropolitana – ATM, Rodoviária de Porto Alegre – Estação Júlio Veppo, Brigada Militar, Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional – Metroplan, Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN, Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – DAER, Federação dos Caminhoneiros Autônomos – FECAM, Sindicato dos Transportadores de Carga do RS – SETCERGS, Capitania dos Portos e empresas de ônibus – CONORTE e Expresso Rio Guaíba.

A interrupção do tráfego foi pensada sob o ponto de vista do condutor de veículo de passeio, dos passageiros das linhas de ônibus, dos horários da rodoviária, e ainda dos transportadores de carga. Tarefa complicada, pois cada um tinha seus interesses.

Conseguimos definir o dia 21 de outubro, domingo, entre 13 e 14 horas para as filmagens, com um tempo de reserva para atrasos de, no máximo, 30 minutos. Para nossa satisfação o horário foi cumprido rigorosamente pela produtora do filme.

Os cartazes produzidos, com a data e horário da interrupção, foram fixados antecipadamente nas linhas de ônibus metropolitanos e intermunicipais, com a devida autorização – carimbada – dos órgãos de transporte. Os folhetos impressos foram distribuídos na rodoviária e no trânsito pelos Agentes da EPTC. E os folhetos virtuais enviados a todo o mailing da Concessionária e parceiros.

O trabalho da imprensa foi compartilhado com a Assessoria da Casa de Cinema, dividindo os contatos com as Editorias de Cultura, Social, Geral e Economia dos principais jornais gaúchos e brasileiros. Também foram enviadas notas a sites específicos.

Além da comunicação externa, o público interno foi bem informado sobre os preparativos e datas do evento. Cada funcionário da Concepa, nas Praças de Pedágio, nas Viaturas e Guinchos e nas Casas Free Way, é multiplicador de informações para os usuários da rodovia, por isso já temos por norma abastecê-los constantemente de notícias que envolvam a empresa. Além disso, um evento desse porte sempre eleva a motivação dos colaboradores, por participarem direta ou indiretamente de toda a ação.

Utilizamos os quadros murais, a intranet e reuniões com supervisores para a divulgação.

O Dia "D"

Os funcionários integrantes do Tráfego (Viaturas e Guinchos), da Segurança no Trabalho e da Engenharia participaram efetivamente dos trabalhos no dia marcado. Aspectos de segurança como sinalização, coletes refletivos, carros de apoio, ambulâncias e carros resgate, foram comandados diretamente pelo Supervisor e Gerentes das áreas de Operações e Segurança.

Equipes chegando ao Vão Móvel

Como garantia extra de segurança foi locado um helicóptero pela Casa de Cinema para ficar de plantão e ser acionado caso algum condutor precisasse no momento em que o trânsito estava interrompido. O tempo de locação foi de uma hora e, felizmente, o equipamento não precisou ser usado.

Para a equipe de filmagem também foi planejada uma ação de segurança preventiva. Os câmera man precisavam filmar em cima de uma das torres da Ponte, mas antes disso fizeram diversos exames de saúde que indicaram sua capacitação física para trabalhar em grandes alturas e com condições de ventos fortes. Com a liberação médica, puderam seguir em frente. Foram então treinados sobre como utilizar os equipamentos de segurança, principalmente o cinto com trava quedas. Todas as pessoas envolvidas, menos os atores em cena, utilizaram coletes refletivos. Foram ainda definidas distâncias mínimas das filmagens, onde intensa sinalização foi implantada juntamente com Viaturas da Concepa e da PRF.

A equipe da Comunicação foi em peso para o local a fim de coordenar e executar as ações planejadas. Duas profissionais de Relações Públicas, dois jornalistas e quatro assistentes foram divididos em dois grupos - um de cada lado da Ponte.

Enquanto o Diretor Jorge Furtado realizava as tomadas, a programação de apoio contou com distribuição de copos de água gelada, folhetos explicativos do evento e a performance de quatro atores circenses em pernas de pau, fazendo brincadeiras com os condutores parados.

Viatura de Inspeção de Tráfego e Ator "Perna de Pau"

Ao todo foram distribuídos 800 copos de água e 800 folhetos, por equipes da Concepa, EPTC e PRF.

Clientes são abordados pela atriz

O impacto causado pelos atores "pernas de pau" excedeu a expectativa que tínhamos. Prova disso foram as declarações dos próprios clientes à imprensa, que chegou ao local para entrevistar. Houve casos de entrevistados que disseram querer ficar um pouco mais ali para brincar com os "palhaços". Não só crianças, mas clientes de todas as idades aguardavam ansiosos o momento em que os atores aproximavam-se de seus veículos para fazerem malabarismos e brincadeiras.

Atores em meio aos veículos e distribuição de água pela equipe da Comunicação

Para cobrirmos totalmente os canais de comunicação naquele dia, também foi disponibilizada uma recepcionista, devidamente treinada, para atender os inúmeros telefonemas recebidos no número da cabine de comando do vão móvel.

Custos Envolvidos

Estes custos foram cobertos pela Casa de Cinema, a partir da assinatura do "Termo de Compromisso".

Os custos de planejamento e execução de reuniões e preparação no local entraram nas atividades da Concessionária.

AVALIAÇÃO

Sabemos que o cliente gaúcho é um dos mais exigentes do país e, portanto, todos os preparativos e a execução do evento precisariam superar as dificuldades e ainda encantá-los.

Os meios de avaliação qualitativos mais adequados para esse caso foram os comentários dos parceiros sobre a condução das atividades e, principalmente, as matérias publicadas na imprensa.

Como avaliação quantitativa priorizamos o volume de reclamações de usuários formalizadas na Ouvidoria, a centimetragem das matérias impressas e os minutos de exposição em rádio e televisão.

RESULTADOS ALCANÇADOS

Consideramos o evento um sucesso a partir da análise dos resultados e, embora tenha sido bastante trabalhoso, todo o processo de Relações Públicas foi muito gratificante.

Nenhuma reclamação foi formalizada no sistema de Ouvidoria a respeito da interrupção do tráfego para as filmagens.

A soma da centimetragem em mídia impressa foi de 258cm, ou 1,43 página. Em valores médios dos diferentes veículos significa R$ 16.483,33.

Em mídia eletrônica clipamos 12min em rádio, resultando em R$ 5.688,00 de veiculação espontânea, e em televisão 53min, gerando o equivalente a R$ 795.000,00.

Para um projeto com custo de menos de dez mil reais o ganho em exposição de R$817.171,33, foi uma grande conquista.

Antes desse Projeto a Concepa já recebia solicitações para filmagens na rodovia, tanto de curtas metragens como de comerciais. Mas atuávamos como coadjuvantes na operação das produtoras. Sempre foi necessário o apoio do DNER, da PRF e das equipes de sinalização e comunicação, no entanto o caso específico do "O Homem Que Copiava" ampliou os horizontes de todos nós.

Conquistamos o entendimento e a satisfação dos clientes da rodovia e também dos rio-grandenses que não passam pelo trecho concedido, através das matérias na mídia eletrônica e impressa. Conquistamos o apoio das equipes internas e externas ao projeto, através da intensa comunicação dirigida realizada. E conquistamos um novo parceiro na Casa de Cinema, que hoje sabe poder contar com a Concessionária.

Após "O Homem Que Copiava" auxiliamos na organização de filmagens para o Lançamento do Novo FORD Fiesta, que também demandou grande movimentação de equipes. Além disso, acompanhamos equipes de cinegrafistas e fotógrafos dos veículos de comunicação quando pautam matérias na rodovia, sempre comunicando o máximo possível a todos os envolvidos.

Diário de Filmagens

(site Casa de Cinema)

Dia 21 de Outubro
Relato de Hoje: Correria na Ponte

A equipe tomou conta da ponte do Guaíba. Nas cenas de hoje, Feitosa corria atrás de André pela ponte. Para filmar essa perseguição foram dispostas quatro câmeras nas proximidades da ponte. Uma a cerca de 30 metros de altura da ponte, no alto de uma das torres. Outra numa das margens, próxima às dragas. E mais duas que se revezavam em pontos fixos da ponte, ora no vão fixo, ora no vão móvel e em outras ainda na caçamba de uma caminhonete.

Com dois meses de antecedência, foram feitas reuniões entre a produção do filme e a Concepa para planejar e organizar as filmagens. Como a ponte ficaria bloqueada por cerca de uma hora, foi providenciado um helicóptero para que, numa eventual emergência médica, o paciente pudesse ser transportado para o outro lado. Também foram contratados artistas que, entre números de malabarismo e perna-de-pau, distribuíam panfletos sobre prevenção de acidentes no trânsito e sobre a realização do filme, além de distribuir água e ervas de chá para (acalmar) os motoristas.

A cena de maior tensão estava prevista para as 13h30min, quando os atores Lázaro Ramos e Júlio Andrade teriam que pular para o vão móvel da ponte que já estaria em suspensão, percorrê-lo por completo e saltar para o outro lado no vão fixo novamente. O prazo, no entanto, era curto. Apenas uma hora para conseguir todas as cenas. Isso sem contar a coordenação de toda equipe (na verdade quatro, uma com cada câmera), o momento em que a ponte deveria subir, a velocidade da ponte e a velocidade dos carros ao fundo.

O jeito foi fazer parte da perseguição antes de bloquear a ponte, interditando só parte da pista. E o que mais chamou a atenção foi a empolgação dos atores. Logo na primeira parte da perseguição, quando os atores tinham que pular sobre uma cancela, Lázaro parecia numa corrida de 100m rasos com barreiras, pulando com os dois pés lá em cima. Parte da equipe não resistiu e começou a aplaudir. No fim, ambos dispensaram os dublês e fizeram todas as cenas sozinhos, inclusive o Júlio que pulou do vão móvel a quase cinco metros de altura.

O inusitado ficou por parte dos navios. Logo nas primeiras cenas de perseguição, os atores vinham correndo quando surge um navio ao lado das filmagens, enorme, como se fosse um edifício passando ao fundo. Segundo Jorge Furtado, ficou muito bom, só não se sabe se vai dar para usar no filme devido à continuidade.

No final da tarde ainda foi feita uma cena próximo às dragas, com a presença de Zé Adão Barbosa contracenando com Lázaro e Leandra Leal.

Giuseppe Zani (web-repórter da Studiorama)

Relatório Gerencial da Concepa para Diretoria e Acionistas em Outubro de 2001

Análise das matérias em mídia impressa, rádio e TV

No dia em que apresentava à imprensa gaúcha o elenco do filme de longa-metragem "O Homem Que copiava", que está sendo rodado em Porto Alegre e tem, entre outros, os atores Pedro Cardoso e Luana Piovani, o cineasta Jorge Furtado, conhecido por diversos roteiros de minisséries escritos para a TV Globo, declarou: "Quando se filma em Londres, mostra-se o Big Ben. Quando se filma em Paris, aparece a Torre Eiffel. Já que filmamos em Porto Alegre, mostraremos a Ponte do Guaíba".

O cineasta referia-se à Ponte do Guaíba, cujo desenho, de tão marcante e diferenciado, foi escolhido para cenário natural de muitas das cenas do filme, que tem lançamento nacional previsto para julho do próximo ano. Mas não foram apenas imagens inseridas no longa-metragem. Também uma cena de perseguição de duas personagens, durante o processo de içamento do vão móvel, seguida de uma queda espetacular, do alto de uma das escadas de acesso à alça interior-capital/centro, foi incluída, para o quê foi necessário montar uma gigantesca operação.

O resultado não poderia ter sido melhor. Naquela manhã, a passagem de duas embarcações em seqüência exigiu o içamento do vão móvel, permitindo que as equipes da Casa de Cinema antecipassem o registro das imagens sem qualquer transtorno, já que o tráfego estava, mesmo, bloqueado. Com isso, a filmagem da seqüência de perseguição pôde ser realizada em exatos 65 minutos. De outra parte, os artistas circenses contratados pela Concepa garantiram sorrisos aos que esperavam pela liberação do trânsito, o que propiciou inclusive declarações entusiasmadas por parte de alguns, conforme registrado pela reportagem da TV Bandeirantes, que acompanhou a operação junto com a RBS TV, SBT, TV Pampa, Zero Hora, Correio do Povo.

A Ponte do Guaíba parece mesmo ter sido destinada a tornar-se "famosa". Isto porque, na II Bienal do Mercosul, um dos maiores eventos sul-americanos de artes plásticas, que acontece em Porto Alegre, vários artistas a retratam em seus quadros, conforme destacaram os jornais Zero Hora e O Sul.

CASA DA IMPRENSA – CONCEPA

Jornalista Auber Lopes de Almeida

Cronologia das Principais Ações Institucionais da Concepa

Fevereiro de 1998

Evento de Aniversário de 40 anos da Ponte do Guaíba, com homenagem para os construtores e engenheiros responsáveis.

Dezembro de 1998 a março de 1999

Primeira edição da "Estação Verão Free Way".

1998/1999

Inauguração das Casas Free Way e Casa da Imprensa.

1998

Convênio com Secretaria de Turismo para divulgação do RS nas Casas Free Way, com recepcionistas bilíngües (Português/Espanhol); ações permanentes.

1999

Evento de Aniversário de 25 anos da Free Way, homenageando os engenheiros responsáveis.

Dezembro de 1999 a março de 2000

Segunda Edição da "Estação Verão Free Way".

Fevereiro de 2000

Campanha "Motorista Saudável, Direção Segura".

Fevereiro de 2000

Encontro com Pilotos na Casa Free Way de Gravataí.

Março de 2000

Campanha "Sou Voluntário do Combate a AIDS".

2000

Campanha "Sou + Eldorado do Sul" com lançamento da Travessia Urbana de Eldorado do Sul em dezembro.

Setembro de 2000

Campanha "Educação para o Trânsito".

Dezembro de 2000 a Março de 2001

Terceira Edição da "Estação Verão Free Way" (Prêmio Opinião Pública 2001).

Dezembro de 2000

Lançamento do "Portal do Litoral", central de reservas para hotéis e restaurantes do Litoral Norte do RS.

Fevereiro de 2001

Dia do Voluntariado na Rodovia, campanha "Doe Amor".

Março de 2001

"Pit Stop Concepa/DePaschoal", revisão gratuita de veículos no feriado de Páscoa.

Agosto/Setembro/Outubro de 2001

Campanha "Paz no Trânsito = Educação + Atitude".

Dezembro de 2001

Lançamento do "Portal da Capital", central de reservas para hotéis de Porto Alegre

Dezembro de 2001 a Março de 2002

Quarta Edição da "Estação Verão Free Way"

Transcrição adaptada dos registros existentes no CONRERP 2ª Região – São Paulo/Paraná

 


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